top of page

Seminário Brasil/França debateu os rumos da arte, comunicação e educação na atualidade 

Evento da Univille ocorreu no sábado, 11, com a participação de conferencistas internacionais 

Uma manhã com a exposição de diferentes olhares sobre arte, comunicação e educação sob perspectivas contemporâneas. Assim foi o Seminário Brasil-França, promovido neste sábado, 11, pela Universidade da Região de Joinville. Na programação do evento, conferencistas internacionais abordaram desde práticas inovadoras na produção artística até reflexões críticas sobre a indústria cultural. O encontro gratuito ocorreu no anfiteatro do Colégio da Univille. 


Joinvilense, mas atualmente morando nos Estados Unidos, o professor mestre Zé Kielwagen, da Faculdade e Conservatório de Oberlin, em Ohio, nos Estados Unidos, foi quem abriu os diálogos. A respeito do tema “Museologia Independente e outras apropriações artísticas de formas institucionais”, ele falou sobre artistas pelo mundo que têm explorado espaços não convencionais e desenvolvido projetos itinerantes, levando a arte para além das instituições tradicionais e ampliando o acesso do público. 



Zé Kielwagen também divulgou o seu projeto do Museu da Umbanda, previsto para ser lançado em maio em seu estúdio, no Oberlin College. O local vai abrigar uma coleção de estatuetas de entidades da umbanda, com suas variações conforme cada região do Brasil. Segundo o artista, o espaço futuramente vai divulgar trabalhos da exposição “Museu Imaginário”, realizada por acadêmicos do curso de Artes Visuais. A mostra abre no próximo dia 17 na biblioteca da Univille. Depois que a exposição encerrar, tudo será fotografado para a confecção de um fanzine — uma publicação independente e artesanal. Kielwagen, que já foi professor no curso de Design da Univille, é um dos coordenadores da exposição “Museu Imaginário”, além das professoras doutoras Flavia Scoz e Alena Rizi Marmo. 


Participando de forma remota do Canadá, Raquel de Castro Boechat, fundadora e CEO do Canada StartHub, trouxe à pauta as perspectivas de cooperação internacional na pesquisa acadêmica. Ela falou sobre como criar conexões entre ecossistemas do Brasil e Canadá e os caminhos de como fortalecer parcerias, incentivar a inovação e promover o intercâmbio científico entre os países. 


Encerrando o evento, o assunto foi a “Genealogia da indústria cultural”, título do primeiro livro em língua estrangeira publicado pela Editora Univille, lançado na última quinta, 9. O Prof. Dr. Doutor Vicenzo Susca, autor da obra, propôs uma discussão sobre a realidade midiática e sua interferência na arte. Para Susca, a arte está se distanciando dos museus e das galerias, caminhando com o cotidiano das pessoas. Segundo o sociólogo, isso se envolve com as mudanças do mundo da arte e com o mundo da comunicação.


  


O Seminário Brasil/França foi uma iniciativa dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Educação e em Patrimônio Cultural e Sociedade, além do curso de Artes Visuais e da Editora Univille.  De acordo com o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, professor Dr. Paulo Henrique Condeixa de França, “Mais do que um evento acadêmico, o seminário constituiu uma iniciativa que estimula novas formas de produzir e difundir conhecimento em um contexto global dinâmico, fortalecendo a articulação entre comunicação, cultura e sociedade”, destacou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, professor Dr. Paulo Henrique Condeixa de França.   


 
 
 

Comentários


Univille 60 anos - original.png
bottom of page