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Aberta ao público na Galeria de Artes da Univille a exposição “A Ilha de Próspera”

há 1 dia
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Segue em cartaz até o dia 20 de outubro, na Galeria de Artes da Universidade da Região de Joinville, a exposição “A Ilha de Próspera”, que nasceu de uma montagem inédita da peça “A Tempestade”, de William Shakespeare. Inspirado em uma das grandes obras do dramaturgo inglês, o espetáculo da Cia de Teatro da Univille reuniu mais de 2 mil expectadores em Joinville, São Bento do Sul e São Francisco do Sul em quase um ano de temporada gratuita. No espaço da mostra, o público encontra o que ficou guardado dessa travessia: fotografias, figurinos, adereços, parte do cenário original, material gráfico das apresentações e a projeção da peça em vídeo. 


Sob a curadoria de Ângela Finardi, diretora da peça “A Tempestade”, da professora Nadja Lamas e do figurinista Lucas David, a exposição traz fragmentos de alguns momentos que marcaram o espetáculo, convidando os visitantes a relembrarem ou imaginarem cenas interpretadas nas apresentações. “Eu espero que as pessoas sintam a materialidade daquilo que é tão efêmero, que é o teatro, mas que permanece por meio dos registros fotográficos, de vídeo, parte do cenário, dos figurinos, as matérias de jornal, que possam ter uma ideia do que foi a peça”, disse Ângela.

Segundo o reitor Alexandre Cidral, a Univille como uma universidade comunitária tem o papel de ser um lugar de desenvolvimento de atividades culturais e artísticas, tanto para a comunidade interna, quanto externa. “O conhecimento tem diferentes formas, o conhecimento científico é uma delas, e sem dúvidas, uma instituição de ensino tem esse compromisso. Mas, dentre as outras expressões do conhecimento, a gente pode falar da expressão artística e da estética”, destacou.

Para Cidral, no momento em que a sociedade contemporânea vive imersa na tecnologia, a educação das sensibilidades entre as crianças, jovens e adultos se faz cada vez mais necessária porque, para ele, o relacionamento humano é pautado principalmente pela afetividade.

Última peça escrita por Shakespeare sozinho, A Tempestade ganhou uma leitura diferenciada com a transformação do protagonista Próspero em Próspera — uma figura feminina que, exilada em uma ilha com sua filha, domina a magia e a alquimia para confrontar seus traidores. A obra reflete sobre poder, vingança, perdão e redenção — temas universais que seguem urgentes e atuais.

O espetáculo foi uma realização do Projeto Institucional de Artes Cênicas da Univille em comemoração ao Jubileu de Diamante da universidade, reunindo estudantes, egressos, professores e artistas da comunidade. Com tradução de José Rubens Siqueira, a peça teve adaptação de Nando Moraes e trilha sonora original de Prika Lourenço.



 
 
 

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