Xiloteca da Univille amplia cooperação internacional voltada ao patrimônio cultural em madeira
- Comunicação Institucional Univille

- há 8 horas
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A Univille avançou em mais uma importante parceria internacional voltada à pesquisa e à conservação do patrimônio cultural em madeira. Um convênio de cooperação foi formalizado com o Conselho Nacional de Pesquisa da Itália e com a Universidade Nacional de San Martín da Argentina. O trabalho em conjunto firma ampliar a cooperação científica e o intercâmbio de conhecimento entre os países.
O acordo prevê o desenvolvimento de pesquisas, publicações científicas e orientação conjunta de estudantes de graduação e pós-graduação. "Esses convênios científicos proporcionam uma possibilidade de interagir cientificamente com instituições renomadas em prol do patrimônio natural que temos na região", frisou o coordenador da Xiloteca Joinvillea (JOIw), Prof. Dr. João Carlos Ferreira de Melo Júnior.
Ainda de acordo com o docente, existe um projeto de pesquisa com ambas as entidades que está em fase inicial de andamento, que contará com uma investigação detalhada sobre aspectos de seleção e uso cultural e histórico das espécies florestais.
O primeiro contato com as instituições estrangeiras ocorreu no III Simpósio Nacional de Madeiras Históricas (SINAMADHI), evento científico que propõe uma discussão interdisciplinar entre patrimônio, sustentabilidade e mudanças climáticas.
Além da participação no congresso, ocorreu uma reunião de recepção com os professores Sergio Medrano (Universidade Nacional de San Martín) e Nicola Macchioni (Conselho Nacional de Pesquisa), coordenada pelo João Carlos Ferreira de Melo Júnior e pela Assessora Internacional da Univille, Dra. Juliana Bustamante.
Arquivo contém mais de 3.000 amostras de madeiras da Mata Atlântica do estado
Única no estado de Santa Catarina, a Xilacoteca Joinvillea iniciou as suas atividades em 2005 com um catálogo detalhado por espécie, gênero e família, além de servir como espaço de ensino e pesquisa aos acadêmicos. As amostras coletadas dialogam com a conservação da biodiversidade e oferecem um panorama quanto à dinâmica da flora catarinense.
"Nós sabemos que o uso histórico da floresta, principalmente deste tipo de mata, causou uma grande devastação neste bioma. Historicamente falando, podemos perceber nessas espécies propriedades que se assemelham àquelas de grande interesse econômico e queremos impulsionar o processo de manejo de forma sustentável", defende.
Na mesma linha de estudos e associado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Univille coordena um grupo de pesquisa com 11 entidades de ensino do Brasil. A equipe se dedica ao "avanço do conhecimento acerca do uso histórico da floresta e de suas madeiras por diferentes sociedades humanas", visando a identificação das espécies, caracterização anatômica e uso tecnológico da madeira. Os pesquisadores são das seguintes universidades:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Universidade do Estado do Pará (UEPA)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal de Goiás (UFG)









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