1º Seminário Uma Só Saúde reúne mais de 200 profissionais de vigilâncias de Joinville e região na Univille
Atualizado: há 1 dia
Representantes de diferentes esferas do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram reunidos na Univille nesta quarta, 28, no 1º Seminário Uma Só Saúde, realizado pelas áreas de Vigilância de Joinville. O objetivo foi reforçar o papel das equipes de imunização, identificação e prevenção de doenças e agravos epidemiológicos nos territórios. No total, mais de 200 profissionais do Norte de SC participaram da programação que contemplou palestras, debates e sessões temáticas sobre vigilância em saúde, mapeamento de riscos e imunização. Os diálogos foram conduzidos pelos profissionais da área da saúde pública da cidade, com a participação de palestrantes convidados.


O diretor da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), João Augusto Brancher Fuck, abriu o Seminário falando sobre a importância das equipes da Vigilância e Atenção Primária integrarem seus olhares ao território para um melhor direcionamento de ações e políticas públicas.
“O território tem muita coisa que não exploramos e traz muita informação: onde as pessoas estão, onde trabalham, circulam, animais, novos agentes biológicos, condições de vida, ambiente, mobilidade. O território é onde acontece o dia a dia da população, e isso tem impacto na saúde e no adoecimento. O grande desafio é como captar essas informações e transformar em uma estratégia efetiva. Vigilância é território”, disse.
Eder Gatti Fernandes, médico infectologista e diretor do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, foi um dos convidados do seminário para apresentar o funcionamento do programa, os avanços e principais desafios.
“O PNI surgiu na década de 1970, e em 1977 tivemos o primeiro calendário nacional de vacinação com apenas quatro vacinas, extremamente simples. Hoje, temos 49 imunobiológicos disponíveis, e pelo menos 20 deles no calendário de rotina das pessoas, então, a imunização se tornou muito mais complexa. Temos mais de 44 mil salas de vacinação em todo o Brasil e a gestão da imunização é realizada em três esferas, em nível federal, estados e municípios. Todos são importantes e fazem o programa de imunização acontecer. É uma missão compartilhada”, destacou.
O diretor da DIVE/SC também enfatizou a importância desse trabalho em rede para o avanço da vacinação. “Santa Catarina possui 1.195 salas públicas de vacinação. Temos competências diferentes nas três esferas, mas nossa ação é complementar. Santa Catarina é um estado que vacina muito bem, mas temos o desafio de manter esses altos índices. Precisamos trabalhar em rede para avançar”, reforçou.
Para Maria Cristina Willemann, diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde de Joinville, o encontro foi uma oportunidade de integrar as áreas de Vigilância com os profissionais de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs).
“A Vigilância é um papel também da Atenção Primária porque é ela que está na ponta, fazendo o acolhimento, conhece o seu território e o entorno da sua unidade. Temos uma responsabilidade compartilhada com a saúde das pessoas”, comentou.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Paulo França, é muito pertinente que a Univille tenha sediado o seminário não apenas pela contribuição da universidade na formação de profissionais da área, mas também porque a instituição é referência em pesquisas e conta com um Centro Integrado de Análises Moleculares e Microbiológicas em Saúde Única. O espaço foi viabilizado com recursos por meio de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com o intuito de apoiar pesquisas sobre doenças causadas por microrganismos, como bactérias e vírus. O local conta com aparelhos modernos que permitem identificar rapidamente esses microrganismos e estudar como eles se tornam resistentes aos medicamentos.
"O nosso centro atende pesquisadores e estudantes da Univille, além de profissionais de hospitais e clínicas de Joinville e região, auxiliando na compreensão de surtos de doenças, identificação de fontes de contaminação e oferecendo suporte a decisões importantes na área da saúde", destacou.





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